Janaína Leite - Foto: Fernanda Preto
Janaína Leite - Foto: Fernanda Preto

Atriz que se tornou referência na pesquisa sobre teatro documental e de autoficção no Brasil, além de ter seu trabalho em foco na 7ª MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, Janaína Leite estreia, a partir do dia 28 de fevereiro, sexta-feira, uma Mostra de seus trabalhos no Teatro Décio de Almeida Prado, dentro do Centro Cultural da Diversidade, no Itaim Bibi, zona oeste da capital.

Durante a ocupação, em cartaz até o dia 15 de março, Leite apresenta trabalhos referenciais, como os dois volumes de Feminino Abjeto e o cultuado Stabat Mater, indicado ao prêmio APCA de Melhor Espetáculo e ao Prêmio Shell de Melhor Texto.

Stabat Mater, inclusive, abre a programação e fica em cartaz de 28 de fevereiro a 01 de março às 21h (sext e sábado) e às 19h (domingo). Na bra, Leite divide a cena com sua mãe, Amália Fontes Leite, e o ator pornô Príapo, numa investigação sobre os limites entre efeito e risco, experiência e representação e pensando temas como maternidade e sexualidade através da história da Virgem Maria ao longo dos séculos e do apagamento da figura materna em seu trabalho autobiográfico anterior, “Conversas com meu Pai”.

Já em Feminino Abjeto 1, Leite orientou o processo de criação coletiva a partir de pesquisas sobre as representações do feminino, e o conceito de abjeção proposto pela filósofa e psicanalista búlgara Julia Kristeva. O espetáculo se apresenta nos dias 08 e 15 de março, domingos, às 19h. Em cena, 12 artistas (sendo 10 mulheres cis e 2 pessoas trans não binárias) investigam suas relações com os ideais de feminino.

Por fim, Feminino Abjeto 2: O Vórtice do Masculino, em cartaz nos dias 07 e 14 de março, sábados, às 20h, busca investigar as possíveis respostas para a pergunta: do que se faz um homem? Com 19 performers em cena, o espetáculo apresenta as contradições do feminino e do masculino.

Os ingressos custam de R$ 10,00 (meia) a R$ 20,00 (inteira).