Freud - Einstein, Maio de 1933 | Foto: Paulo Barbuto
Freud - Einstein, Maio de 1933 | Foto: Paulo Barbuto

Em 1932, o pai da psicanálise Sigmund Freud (1856-1939) e o autor da teoria da relatividade, Albert Einstein (1879-1955), trocaram uma série de cartas em que tratam de temas como psicanálise, física e o desenvolvimento de suas vidas e impressões acerca do mundo e do avanço da Segunda Guerra Mundial.

Esta correspondência, editada no Brasil em 2017 em Porquê a Guerra?: Reflexões Sobre o Destino no Mundo, é o mote de Freud-Einstein, Maio de 1933, peça escrita pelo psicanalista e dramaturgo francês Alain Didier-Weill (1939-2018) e encenada a partir deste sábado, 23, pela companhia Circo Mínimo, com transmissão online gratuita nas redes sociais da rede de Centros Educacionais Unificados (CEU).

Narrando o encontro fictício entre as duas personalidades em 10 de maio de 1933, dia em que o então Ministro da Propaganda de Adolf Hitler (1889-1945), Joseph Goebbels (1897-1945), fez um pronunciamento que endurecia a perseguição a artistas e intelectuais, promovendo o recolhimento e queima de livros em praças públicas.

Adaptado por Rodrigo Matheus, sob a direção da cineasta Lygia Barbosa, Freud-Einstein, Maio de 1933 conta com elenco formado por Karen Nashiro, Joca Andreazza e o próprio Matheus, na pele de Einstein. Após cada sessão, o ator realiza um bate papo virtual com a plateia.