Grupo se inspira em vala clandestina aberta durante o regime militar para criar espetáculo

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Grupo formado há 15 anos no bairro de Perus, zona noroeste da
capital, o Pandorama de Teatro estreia no próximo dia 30, sexta-feira, Comum, espetáculo que toma como ponto
de partida a notícia de uma vala clandestina descoberta dentro do Cemitério Dom
Bosco, também no bairro de Perus, aberta durante o regime de ditadura militar
no Brasil, onde foram descobertas mais de mil ossadas, muitas identificadas
como sendo de inimigos do regime, ou cidadãos comuns vítimas da violência do
período.

A obra é formada por fragmentos de três histórias
complementares. A primeira, passada na década de 1980, narra a busca de um
jovem pela verdade sobre o desaparecimento de seus pais durante o regime
militar. A segunda, inspirada nos coveiros do clássico Hamlet, de William Shakespeare, narra a história cômica de dois
coveiros que são surpreendidos com uma tarefa anormal: cavar uma vala de
tamanho desproporcional.

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Por fim, o espetáculo narra a história de Beatriz Portinari e
seu namorado, que se conhecem na faculdade. A peça acompanha a personagem até
sua transformação em uma figura de resistência ao regime militar dentro do
Movimento Estudantil, sua prisão e o nascimento de seu filho.

Comum cumpre
curtíssima temporada no Sesc Belenzinho, de 30 de agosto a 15 de setembro. Sob
a direção e dramaturgia de Lucas Vitorino, o elenco é formado por Filipe
Pereira, Rodolfo Vetore, Rodrigo Vicente, Thalita Duarte e Wellington Candido.

As sessões acontecem de sexta-feira a domingo, às 21h30
(sextas e sábados) e às 18h30 (domingos). Os ingressos custam de R$ 10,00
(meia) a R$ 20,00 (inteira). Credenciados na rede Sesc pagam apenas R$ 6,00.

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