Isabella Lemos - Foto: Lenise Pinheiro
Isabella Lemos - Foto: Lenise Pinheiro

Pouco antes de a pandemia do novo Coronavírus obrigar a paralisação do mercado cultural e a adoção de medidas de isolamento, quarentena e distanciamento social, a atriz Isabella Lemos ergueu pontes com a fotógrafa, dramaturga e diretora Lenise Pinheiro na encenação de Uma Lei Chamada Mulher, último texto escrito pela dramaturga mineira Consuelo de Castro (1946-2016).

Na obra, Lemos dava vida a Maria da Penha Maia Fernandes, líder do movimento em defesa dos direitos da mulheres e responsável pela lei que leva seu nome e pune agressores de mulheres ao redor do Brasil.

Impedidas de dar continuidade à bem sucedida temporada, Lemos e Pinheiro decidiram expandir a parceria em live cênica agendada para esta quarta-feira, 05, dentro do projeto #EmCasacomoSesc, da Rede Sesc São Paulo, com Viva Cacilda – Felicidade Guerreira, espetáculo que marca o início das comemorações do centenário da atriz paulistana Cacilda Becker (1921-1969), a serem comemorados em 2021.

“Minha parceria com a Lenise foi muito fértil, nós ficamos muito felizes com o resultado e quisemos estender isso e aproveitar que o centenário da Cacilda já estava aí”, conta Lemos que, em parceria com Pinheiro, aproveitou o aniversário para celebrar também a figura de Zé Celso Martinez Corrêa e de seu Teatro Oficina.

A peça é uma adaptação de Cacilda!, encenada pelo Teatro Oficina em 1998 sob a direção de Zé Celso com Bete Coelho no papel da grande atriz, fora de cena há mais de 50 anos e ainda hoje celebrada como uma das grandes damas da história do teatro brasileiro.

“A Cacilda é uma artista que ficou em muitas histórias, mas quase não tem registro dela. A pesquisa que faço foi mais oral de quem conheceu, de quem sabe as histórias, então para uma atriz é muito rico, porque, ao mesmo tempo que não tenho muita coisa concreta para pesquisar, tive acesso a muitas histórias dela, que foi uma grande atriz, uma grande mulher, uma mulher muito engajada, uma líder”, conceitua Lemos.


Viva Cacilda Felicidade Guerreira tem sessão agendada para as 21h30 desta quarta-feira dentro do projeto de lives cênicas que já levaram para o perfil do Sesc São Paulo obras de nomes como Renata Sorrah, Ailton Graça, Sérgio Mamberti, Denise Fraga, Matheus Nachtergaele, Grace Passô, Thiago Lacerda, Clara Carvalho, Jé Oliveira, Denise Weinberg, entre (muitos) outros.