Lutando contra o câncer, Kate Hansen volta aos palcos com peça inspirada em caso de músico assassinado pela Polícia Militar

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Quando, em setembro de 2020, a atriz vencedora do APCA Kate Hansen descobriu um câncer, a atriz, veterana do Oficina Uzyna Uzona, já estava afastada dos palcos há um ano em exílio a princípio voluntário que ganhou ares imprescindíveis graças a pandemia do Coronavírus.

Após uma cirurgia e sessões de quimioterapia, Hansen se viu forte o bastante para voltar aos palcos. Com o agravamento da pandemia, a artista optou então por fazer sua estreia no universo online enquanto realiza sessões de radioterapia.

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É neste cenário que estreia nesta sexta-feira, 16, Clarice e os Corações Selvagens, peça escrita por Júlio Kadetti sob a direção de outro veterano do Oficina, Marcelo Drummond. Escrita especialmente para a atriz, a obra põe em xeque a visão de uma mulher branca de classe média que se depara com a notícia da morte de um jovem negro vítima de 13 tiros disparados pela polícia.

Encurralada pela realidade, a personagem começa a contestar a construção social e a condição de privilégio na qual se encontra. Trabalhando com referências como as obras de Clarice Lispector (1920-1977, O Mineirinho) e Friedrich Nietzsche (1844-1900, Genealogia da Moral), além de passagens do Evangelho de Jesus Cristo, Clarice e os Corações Selvagens é construído a partir do caso real do assassinato do assassinato do músico carioca Evaldo dos Santos Rosa em 2019, vítima de oitenta tiros disparados pela polícia militar em operação desastrosa no Rio de Janeiro.

O espetáculo cumpre temporada online de 16 a 21 de abril, de sexta a quarta-feira, sempre às 21h, com transmissão via Zoom. Os ingressos custam R$ 10,00 (valor único) e podem ser adquiridos através da plataforma Sympla.

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