Marisa Orth - Foto: Divulgação
Marisa Orth - Foto: Divulgação

Entre 2008 e 2009, a atriz Marisa Orth pisou com força no terreno da música popular ao estrear seu primeiro show solo, Romance Vol. II, espetáculo de cabaré no qual a artista ia do “luxo” ao “lixo” do cancioneiro popular, passeando pelo repertório de nomes como Rita Lee (Fruto Proibido), Erasmo Carlos (Minha Fama de Mau), Hyldon (As Dores do Mundo) e do grupo Secos & Molhados (Amor), até tema kitsch inédito composto por André Abujamra (Insanidade Temporária) e pérola do repertório brega da cantora Sharon (Massagem for Man).

O espetáculo virou (bom) disco de estúdio, no qual, acompanhada de excelente anda de acento jazzístico, a cantora deu voz ainda a clássicos como Demais (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira), Lama (Mauro Duarte) e Sofre (Tim Maia). Até então, Orth tinha se aventurado como cantora apenas atrás das máscaras de personagens como as que assumiram os vocais das bandas Luni e Vexame, nos anos 80 e 90, respectivamente.

Orth retorna a este trabalho (que rendeu desdobramento menos sedutor, Romance Vol. III – Agora Vai) em live nesta sexta-feira, 12, em “D.R” com a cantora e diretora Natalia de Barros, responsável pela concepção cênica dos dois espetáculos. O papo acontece às 21h no perfil oficial da dupla no Instagram.

A dupla deverá discutir o processo criativo do espetáculo e falar do tema que movimenta as comemorações de 2 de junho, o dia dos namorados. Sem previsão de show, Orth deve recuperar algumas canções deste trabalho em que, de fato, passou a se levar a sério como cantora para além dos musicais que viria a protagonizar nos anos seguintes, entre eles, A Família Addams (2012) Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (2015) e Sunset Boulevard (2019).