Na intimidade, Renata Ricci funde teatro musical e linguagem do Tik Tok em adaptação de espetáculo para o online

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Em 2015, a vencedora do Prêmio Aplauso Renata Ricci estava às voltas com uma desilusão amorosa e, em busca da cura para um coração partido, aceitou o convite do empresário Isaac Azar e estreou show bilíngue francês-português no restaurante Paris 6, no Rio de Janeiro.

A boa repercussão da experiência inspirou a atriz a levar o show para outros formatos e, em 2016, nasceu French Kiss, cabaré no qual Ricci celebrou sua primeira década de carreira artística e contava as delícias e dores do amor romântico com uma seleção de hits do cancioneiro mundial, como Depois do Prazer, do grupo Só pra Contrariar, Kiss, do popstar Prince (1958-2016) e Chocolate, do síndico Tim Maia (1942-1998) versionadas para o francês pelo músico e artista plástico Edgar Duvivier.

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Com o tempo, o espetáculo foi para a estrada e ganhou novos formatos. De um duo, a banda aumentou para um quinteto, depois quarteto, um trio e assim foi se modificando ao longo de cinco anos em que a atriz emendou sucessivas temporadas enquanto dava vazão a projetos paralelos, como o retorno do grupo vocal Cantrix com harmonioso show baseado no repertório de Gilberto Gil.

Em 2020, mais uma vez desiludida, mas dessa vez com os rumos sócio-políticos do Brasil e com a condução do poder público na batalha contra o Coronavírus, Ricci repõe em cena seu French Kiss dessa vez adaptado para o universo digital, que vem abraçando encenações de artistas que viram  mercado cultural congelado devido a pandemia e a necessidade de isolamento social.

Com o subtítulo Na Intimidade, Ricci adaptou o monólogo musical para o universo online buscando uma fusão de linguagens entre o teatro, o cabaré e aplicativos de interação via víde, como o Tik Tok. “Parece ser muito simples mas não é, principalmente se tratando de um musical. Mesmo diminuindo o tamanho, tecnologicamente não é simples, principalmente por ser esse híbrido. Não é uma live de um show, por exemplo, nem só teatro”, conceitua a artista, que assina a direção o lado de Celso Correia Lopes.

Transmitido via Zoom direto do palco da Casa de Artes Operária, French Kiss – Na Intimidade cumpre curtíssima temporada a partir deste sábado até o dia 12 de setembro. Com ingressos de R$ 20,00 a R$ 80,00, o espetáculo contará com parte de sua renda revertida para ajudar a manter a Operária.

Agendada para às 19h deste sábado, a sessão é a segunda realizada por Ricci. A primeira, gratuita, foi uma espécie de teste para o novo formato que, apesar de, na concepção da artista, não poder se considerar teatro, a fascina. “No meu ponto de vista não é teatro, não é audiovisual, é uma nova linguagem que estamos descobrindo e que, para mim, ainda não tem nome”, diz.

“Enquanto artista sinto que nossa responsabilidade é só ir descobrindo e fazendo, e talvez no futuro alguém fale sobre. Mas tenho me animado muito para, no futuro, produzir alguma coisa especificamente para esse formato, essa linguagem”.

Contudo, a atriz e produtora enxerga alguns empecilhos para futuras produções no formato. “O primeiro empecilho é o financeiro, a falta de patrocínio. As empresas parceiras ainda não absorveram essa linguagem. E tem a questão do público. Eu ainda não descobri como levar o público para esse formato. Sinto é que a gente se retroalimenta. Os artistas é que alimentam esse movimento. E sem público, mesmo com o mínimo de valores, de pessoas, a gente não consegue se sustentar”.

A atriz, contudo, não descarta a possibilidade de seguir em cartaz com o espetáculo no formato e nem de, pós-controle da pandemia, permanecer experimentando na nova linguagem. “Não acho que vamos abandonar essa realidade. Acho que vamos apenas dividi-la. É uma novidade e vejo meus colegas tendo o mesmo prazer que eu tenho tido”, finaliza.

French Kiss – Na Intimidade conta com elenco formado ainda por Marcos Lanza e pelo maestro Fernando Zubem e fica em cartaz nos sábados 05 e 12 às 19h via Zoom. Os ingressos custam de R$ 20,00 a R$ 80,00 e podem ser adquiridos via Sympla.

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