Obra favorita de Bergman, Sonata de Outono ganha adaptação teatral na Casa das Rosas

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Em 1978, quando lançou o drama familiar Sonata de Outono, o cineasta sueco Ingmar Bergman já colecionava clássicos do quilate de O Sétimo Selo (1957), Persona (1966), O Ovo da Serpente (1977) e a série televisiva Cenas de um Casamento (1973), entre outros títulos que se tornaram essenciais para o cinema ocidental moderno.

Ainda assim, o diretor acreditava que a história de uma pianista mundialmente famosa e mãe ausente que busca retomar a relação e o amor das três filhas, era seu melhor e mais refinado trabalho. Até a filmagem de Fanny e Alexander (1982), que passava a limpo sua relação com seu irmão, Sonata de Outono ocupou o lugar de favorito entre as películas do diretor, que se alegrava em ver seus filmes adaptados para o teatro mas não teve possibilidade de, aos 87 anos, assistir a primeira transposição para os palcos de seu filme tão acalentado.

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Após sucessivas promessas jamais cumpridas na Broadway, Sonata de Outono chegou aos palcos pelas mãos de duas brasileiras: Marieta Severo e Andréa Beltrão, que, na época (2005) inauguraram o Teatro Poeira, espaço gerido pela dupla que se transformou numa espécie de templo das artes cênicas no Rio de Janeiro.

O espetáculo, apesar de outras promessas, seguiu inédito nos Estados Unidos e ganhou apenas uma modesta e mal-sucedida montagem em Lisboa em 2007, e depois seguiu incógnito. Até agora.

Quinze anos após a primeira adaptação, estreia no dia 17 de janeiro na Casa das Rosas, em São Paulo, sob a produção do Núcleo Teatro de Imersão, A Palavra da Nossa Casa, peça de Adriana Câmara que, baseada na obra do sueco, bebe diretamente de Sonata de Outono

Na adaptação de Câmara, que também dirige e atua na montagem,  famosa cantora lírica Charlote retorna ao casarão que sua filha única divide com o marido, Victor, um pastor presbiteriano.

O encontro reacende velhas mǵoas suscitadas graças à ausência da mãe em momentos cruciais na vida da filha, como quando a jovem perdeu seu único filho. Com elenco formado ainda por Gizelle Menon e Glau Gurgel, A Palavra da Nossa Casa é inspirada ainda em títulos como Morangos Silvestres (1957), Através do Espelho (1961) e Gritos e Sussurros (1972).

Com sessões duplas todas as sextas-feiras, a encenação assume caráter itinerante ao  levar o público a acompanhar os atores em diferentes cômodos da Casa das Rosas, na Avenida Paulista. O espetáculo fica em cartaz até o dia 27 de março, às 18h30 e às 20h com exceção do dia 21 de fevereiro, quando não haverá sessão. Os ingressos custam de R$ 30,00 (meia) a R$ 60,00 (inteira).

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