Um Violinista no Telhado | Foto: Divulgação
Um Violinista no Telhado | Foto: Divulgação

Em 2011, a dupla de diretores Charles Möeller e Cláudio Botelho estava no auge do seu processo criativo com uma década repleta de montagens importantes, do quilate de A Noviça Rebelde (2008), Avenida Q (2009), O Despertar da Primavera (2009) e o ponto de maior ebulição da carreira da dupla, Gypsy (2010), excelente musical que elevou a cotação de Totia Meirelles na bolsa do mercado das artes cênicas no Brasil.

Em momento solar, a dupla assinou a montagem de Um Violinista no Telhado, musical de Joseph Stein com letras de Sheldon Harnick e músicas de Jerry Bock, vencedor de nove prêmios Tony, que chegou ao Brasil em 2011 em montagem estrelada por José Mayer e Soraya Ravenle.

A obra tem como foco o dia a dia e os costumes de uma vila de judeus durante o início do século XX na Rússia czarista. O leiteiro Tevye tenta levar uma vida pacata criando suas filhas e seguindo os costumes junto a seus companheiros judeus.

A montagem (que ocupou o Teatro OI Casa Grande, no Rio de Janeiro, e o Teatro Alfa, em São Paulo) se sobressaiu principalmente pela direção da dupla Möeller & Botelho, que conseguiu, ao longo de mais de duas horas, narrar com humor e leveza a história de fundo político devastador.

Longe dos espetáculos de final edificante que se tornaram constantes na Broadway pós-guerra, Um Violinista no Telhado foi um dos grandes sucessos da dupla graças, também, a excelente participação de José Mayer, que, neste espetáculo, estreou numa grande produção da Broadway e se comprovou não apenas um dos melhores atores de sua geração, como também um grande cantor.

É de Mayer toda a sedução ao longo das mais de duas horas de espetáculo, desde o (excelente) número de abertura, Tradição, até o final tocante, o ator serve de fio condutor por todo o espetáculo, valorizando o texto (bem) versionado por Claudio Botelho, e construindo bonito jogo cênico com Soraya Ravenle.

Disponível no Youtube, Um Violinista no Telhado é peça essencial na magistral obra construída pela dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, que voltariam a trabalhar com José Mayer quatro anos depoi, em período de menor efervescência criativa no revigorante Kiss me Kate – O Beijo da Megera.

Para assistir o espetáculo, disponibilizado na íntegra no Youtube, clique aqui.