A Barca dos Corações Partidos | Foto: Divulgação
A Barca dos Corações Partidos | Foto: Divulgação

Surgida em 2012 durante a seleção de elenco para compor o musical em tributo ao rei do baião, Luiz Gonzaga, Gonzagão – A Lenda, a Cia. Barca dos Corações Partidos iniciou ali um estudo sobre as subversões dos moldes clássicos do teatro musical, que, àquela altura, e se tratando de espetáculos de cunho biográfico, já apresentava claros sinais de desgaste.

Encerrada a (longa) temporada do espetáculo dirigido por João Falcão, a Barca decidiu então pôr em cena sua própria versão de Ópera do Malandro (2014), outra parceria com o diretor pernambucano, que desaguou numa série de indicações a prêmios e no crescente número de espectadores que, dois anos depois, lotariam todas as sessões de Auê, o incensado musical que rendeu um Prêmio Shell a diretora Duda Maia.

Subvertendo os moldes do teatro musical, a Barca injetou fôlego em uma pesquisa sobre uma nova linguagem para o teatro musical brasileiro, fugindo às imposições do canto em belting e à opulência de encenações passadas para dar vida a obras como o solar Suassuna – Auto do Reino do Sol, sucesso absoluto dirigido por Luís Carlos Vasconcellos.

Com um musical sobre Jackson do Pandeiro prometido para 2020, a Barca dá continuidade à pesquisa de linguagem que os levou para diferentes praias e linguagens de diretores capazes de extrair o máximo do grupo, ainda que com eventuais derrapadas, como a encenação assinada por Bia Lessa para o clássico Macunaíma, de Mário de Andrade que, ainda assim, recebeu indicações ao Shell e ao APCA.