Mário Frias substitui Regina Duarte
Mário Frias substitui Regina Duarte

Com a saída de Regina Duarte do comando da Secretaria Especial da Cultura, o mais cotado para o cargo, o ator Mário Frias, já está confirmado como o novo secretário da pasta, de acordo com reportagem publicada pelo portal R7. Frias, que tornou público seu interesse ainda no início de maio, durante uma entrevista a rede CNN deverá ser nomeado oficialmente nos próximos dias.

O ator assume o cargo após a saída de Regina Duarte, que teve uma gestão conturbada e marcada pela inabilidade política da atriz e a falta de projetos para a classe artística. Durante a pandemia do novo COVID-19 (Coronavírus), que fechou teatros e secou bilheterias ao redor do Brasil, Duarte foi muito criticada por não apresentar projetos de fôlego para socorrer a classe.

Em abril, uma série de profissionais, de Stella Miranda a Elias Andreato, lançou a campanha #CadêRegina? indagando o que estaria fazendo a secretária da cultura que não apresentava planos de socorro e não se pronunciava a respeito do Fundo Nacional de Cultura, verba destinada a área que não foi acessada durante a crise pandêmica.

Há uma semana, em entrevista à CNN, Regina Duarte se esquivou de perguntas acerca de ações da cultura, menosprezou mortes durante a ditadura militar e se revoltou ao ver um vídeo da ex-colega Maitê Proença, cobrando ações da pasta.

Frias, que assume em breve, não tem histórico político nem de comunicação com o setor cultural. O ator estreou em 1996 na TV no infanto-juvenil Caça-Talentos, protagonizado por Angélica, e nos anos seguintes participou de três temporadas da novela “Malhação”.

O ator ainda participou de novelas como As Filhas da Mãe, O Quinto dos Infernos, O Beijo do Vampiro e Senhora do Destino. Como ator, teve passagens ainda de novelas de emissoras como Band e RecordTV. Frias também tentou carreira como apresentador em programas da Rede TV, onde era contratado.

Regina Duarte deixa o comando da pasta da cultura para assumir a Cinemateca, em São Paulo. A nomeação da atriz para o órgão significou também a exoneração de Olga Futemma, especialista com 36 anos de trajetória dentro da Cinemateca, e mestrado em Cinema pela Universidade de São Paulo (USP).