Aracy | Foto: Elisa Mendes
Aracy | Foto: Elisa Mendes

Enquanto iniciava as pesquisas para um próximo trabalho após a encenação de O QUADRO ou Pequeno Poema para o Fim do Mundo (2016), a atriz carioca Flávia Milioni se deparou com uma informação que, embora já parte da cultura nacional, é pouco difundida, fazendo com que poucas pessoas se deem conta: os sobrenomes que carregamos ao longo da vida possuem origem basicamente masculinas. 

São os homens que passam a frente seu nome de família, e não as mulheres, o que contribui, com o passar do tempo, para o esquecimento e a invisibilidade da figura feminina na hereditariedade familiar.

A partir desta informação, a atriz aprofundou as pesquisas e chegou a história que norteia Aracy, solo em que assina a dramaturgia e a direção e fala sobre a figura de sua avó materna, com quem não teve contato, visto que a mãe de sua mãe cometeu suicídio aos 26 anos de idade, em 1954. E são justamente as causas que levaram a esse suicídio, como o machismo e a pressão do patriarcado na vida e uma mulher, os pilares para este solo que estreou em 06 de junho no Sesc Tijuca, no Rio de Janeiro.

Agora, após temporada de sucesso, o espetáculo pretende seguir carreira com uma nova temporada, que tem estreia agendada para o dia 22 de agosto no Teatro Poeirinha, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Para isso, lançou a campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse, para viabilizar os custo mínimos da temporada.

Com um orçamento base de R$ 11.500,00 (onze mil e quinhentos reais), Aracy deverá seguir temporada até 08 de setembro. De acordo com a atriz, não se trata de um financiamento em que o público simplesmente dá dinheiro ao espetáculo, mas sim uma forma de pré-venda dos ingressos.

Os valores discriminados também contam com ingressos vendidos a meia entrada, garantindo aqueles que não tem direito por lei, uma vaga na lista amiga. Sem estreia prevista para São Paulo, o espetáculo deve cumprir outras temporadas no Rio de Janeiro.