Ano de efemérides, 2020 deve celebrar biografias em forma de peças e musicais

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Anos redondos costumam enfileirar efemérides na cultura das artes ao redor do mundo. Centenários ou datas redondas de nascimento, ou comemoração de projetos importantes e carreiras. Em 2020 não é diferente. Uma série de comemorações estão previstas no calendário cultural brasileiro, e parte dessas comemorações devem respingar no cenário teatral.

A começar pelo centenário da romancista ucraniana radicada no Brasil Clarice Lispector (1920 – 1977). A autora de clássicos como Laços de Família (1960) não deve ganhar um musical contando sua vida, mas sua obra mais popular, e a última escrita antes da autora sair de cena em 1977, no Rio de Janeiro, A Hora da Estrela (1977), ganhará um musical próprio, a ser estrelado por Laila Garrin, além de espetáculos baseados em sua vida e obra.

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Estão previstas encenações das peças Minhas Irmãs, no Sesc Pinheiros, tomando como base as cartas escritas por Lispector para suas duas irmãs, e Clarice Lispector e Eu – O Mundo não é Chato, baseado no encontro entre a atriz Rita Elmôr e a obra da romancista.

Outro musical que deve chegar aos palcos é Elizeth – A Divina, biografia musical de Elizeth Cardoso (1920 – 1990), ainda inédito em São Paulo. Narrando a vida daquela que se tornou uma das intérpretes mais importantes da música popular brasileira no século XX, a obra é um tributo à divina, que, em cena, é interpretada por Izabella Bicalho e que, se não tivesse saído de cena em 1990, completaria, em 2020, 100 anos de vida.

Com um ano de atraso, os 90 anos de Angela Maria (1929 – 2018) também serão lembrados em cena. O musical Angela – A Rainha do Brasil, estrelado por Ivanna Domenyco sob a direção de Tadeu Aguiar e texto de Artur Xexéo, deve chegar aos palcos em 2020.

Já a dupla Chitãozinho & Xororó pretendem pôr em cena um musical biográfico para celebrar seus 50 anos de carreira, comemorados também com a edição de um livro retrospectivo, um show com seus maiores sucesso e um DVD.

Por fim, o poeta João Cabral de Melo Neto (1920 – 1999) não receberá, como esperado, uma homenagem da Festa Literária de Paraty (FLIP), mas seu livro Morte e Vida Severina deve ganhar adaptação para o teatro numa produção secreta, mas que deve estrear no Sesc Pinheiros no segundo semestre. Já a vida do poeta também deve virar peça em 2020. José Mayer foi um dos nomes cotados para viver o poeta. Não se sabe se o ator será confirmado no papel.

O fato é que, ao menos no cenário teatral, 2020 promete celebrar uma série de efemérides. Quem viver…

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