Ao transformar templos religiosos em essenciais, Dória acentua descaso com o setor cultural e demarca corrida presidencial

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Anunciado na tarde desta segunda-feira, 01, pelo governador de São Paulo, João Dória (PSDB), o decreto que considera igrejas e templos religiosos atividades essenciais durante a pandemia do Coronavírus, impedindo seu fechamento na necessidade de um recrudescimento das regras de quarentena para combate à pandemia, não pode ser lida como uma medida surpreendente.

O decreto é uma demarcação da corrida eleitoral a qual o tucano pretende concorrer ao cargo da Presidência da República, sendo um dos principais opositores do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido), e, para tanto, Dória usa das armas que possui para acenar para o setor religioso – considerado a principal base de apoio do atual presidente.

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Embora não seja surpreendente, o decreto de João Dória é um aceno para o setor religioso e mais um exemplo de descaso com o mercado da cultura. O retorno do Estado à fase laranja, impedindo o funcionamento do comércio a partir das 20h, afeta diretamente o setor cultural que, mais uma vez, precisará se adaptar às normas que afetam diretamente o rendimento da área mais afetada pela pandemia.

Com as novas regras, alguns espetáculos precisaram adaptar o horário em que seus espetáculos entrarão em cartaz, enquanto outros decidiram apenas adiar estreias ou não realizar sessões durante a semana vigente.

A falta de posicionamento do governo do Estado a respeito do setor da cultura, principalmente o teatral, apenas dá ênfase à antiga sabedoria política, praticada ao longo de décadas, mas acentuada nos últimos cinco anos: cultura não dá voto.

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