Arlete Salles e Guilherme Leme Garcia - Foto: Divulgação
Arlete Salles e Guilherme Leme Garcia - Foto: Divulgação

Longe dos palcos há quase seis anos, quando estrelou ao lado de Miguel Falabella a comédia O Que o Mordomo Viu, de Joe Orton (1933-1967), Arlete Salles se prepara para retornar aos palcos em 2021 em A Noite que Nunca Existiu, premiado texto do dramaturgo mexicano Humberto Robles, famoso no Brasil pelas montagens do grupo Ornitorrinco pra obras como Nem Princesas, Nem Escravas (2018) e Frida Kahlo – Viva la Vida (2019).

Vencedor do Prêmio Emilio Carballido, o mais importante da dramaturgia mexicana, A Noite que Nunca Existiu narra um encontro fictício entre a Rainha Elizabeth I (1533-1603) e o dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616) no qual a monarca pede ao jovem autor que lhe dê uma aula sobre o amor.

“São quatro naipes incríveis de uma orquestra de câmara, e só me resta entender essas timbragens, melodias e contratempos para conseguir a mais bela sinfonia. Estamos aqui falando de teatro de autor e ator, onde um texto de carpintaria eximia ,sendo interpretado com astúcia, pode simplesmente dar conta de todo o recado e encantar. Nosso espetáculo terá esse pensamento da redução do excesso, do absolutamente necessário, onde esses dois personagens sofisticadamente trajados encontram-se numa caixa cênica pontualmente decorada, embalados por uma trilha e iluminação sonhadoras. A palavra e a emoção, nada além sem qualquer extrema precisão”, declara o ator e diretor Guilherme Leme Garcia, que assina e co-estrela a encenação.

Com estreia prevista para meados de 2021, A Noite que Nunca Existiu conta com tradução assinada por Marcos Daud e tem na ficha técnica nomes como Camila Schmidt (cenografia), Ana Turra (iluminação) e João Pimenta (figurino). A produção é assinada por Alexandre Brazil e seu Escritório das Artes.

A obra contou com leitura aberta ao público em meados de fevereiro em São Paulo dentro do projeto De e a Partir de Shakespeare, promovido pelo Itaú Cultural a partir da ideia original do mesmo Alexandre Brazil. Na leitura, Elizabeth I foi vivida por Lígia Cortez, que reprisou o papel que já havia desempenhado em 2009, na montagem brasileira de Mary Stuart, clássico do dramaturgo alemão Friedrich Schiller (1759-1805).