Celebrando três anos em cartaz, peça comemora retorno após reabertura com plateia cheia e bolo

Publicadohá pouco tempo
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Em meados de 2012, a então bailarina e estudante de teatro Gal Spitzer se aventurou a escrever sua primeira peça, uma comédia de costumes sobre um casal que vivia às turras e, prestes a se separar, decidia manter as aparências da relação para preservar a filha, que volta para a casa da família após um período fora do Brasil.

Certa de cada detalhe do espetáculo, Spitzer decidiu que assumiria também a direção e estrelaria a obra. Contudo, a falta de experiência desencorajou a artista, que engavetou a obra e foi se aprofundar no estudo teatral e buscar mais experiência na seara cômica por onde pretendia desenvolver sua obra autoral.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Em 2017, confiante e já com alguma estrada no currículo, a atriz pôs em cena Ex Bom é Exumado, comédia de costumes escrita, dirigida e estrelada por Spitzer sob a assistência de Silvio Toledo. “Eu queria agradar o público. Queria que as pessoas se sentissem parte da história, se sentissem à vontade no teatro, sem aquela barreira de seriedade, sem aqueles dogmas a serem cumpridos”, diz a artista, que estreou no antigo Teatro Brigadeiro em 02 de novembro de 2017, premeditadamente no feriado do Dia de Finados.

Co-estrelada por João Carlos Deon e pela então ex-Chiquititas Lívia Inhudes, a comédia ficou um mês em cartaz antes de ser transferida para o palco do Teatro Ruth Escobar e contar com uma renovação no elenco. Silvio Toledo substituiu Deon, enquanto Inhudes deixou a produção e teve seu papel interpretado pela estreante Ellis Luise, filha de Spitzer.

A obra ficou quase dois anos em cartaz no palco do teatro acostumado a abrigar comédias populares antes de chegar ao Teatro Santo Agostinho, na Aclimação, onde completa três anos (quase) ininterruptos em cartaz. A única interrupção aconteceu quando o espetáculo ainda cumpria temporada regular com casa cheia graças à pandemia do novo Coronavírus.

Foram sete meses de paralisação atendendo a medidas de proteção adotadas pelo governo do Estado e o governo Municipal de incentivar o isolamento social e o fechamento de equipamentos culturais ao redor de São Paulo. A reabertura dos teatros mostrou, contudo, que a peça conseguiu manter cativo um público que, no primeiro dia, lotou a sala de espetáculos do mesmo Teatro Santo Agostinho.

“Eu tinha um pouco de receio de voltar, primeiro pela preocupação com o público e depois porque também sou grupo de risco”, conta a atriz, que passou, nos últimos anos, por tratamentos oncológicos. “Meu receio era também o de voltar e não ter a mesma resistência física. Foram sete meses sem exercitar a peça, então isso me apavorava. Passamos uma semana intensa ensaiando e tentando lembrar texto, deixas, foi muito difícil e prazeroso”.

“O teatro que nós estamos tem um trabalho maravilhoso de cuidado com o público, respeitando o distanciamento, intercalando as fileiras e sempre com um respeito muito grande. As pessoas estão se sentindo seguras e bem recebidas no teatro, os comentários são de que já se sentem à vontade para voltar. Mesmo aquelas que têm mais resistência ao uso de máscaras, ao álcool em gel e ao distanciamento se deixam orientar”, garante a artista.

Já de praxe, a festa de aniversário da peça, que encerra sua temporada em dezembro já com data de retorno, em meados de 2021, aconteceu no último dia 02, segunda-feira, com direito a sessão especial e bolo para a plateia e deve se estender com ações nas redes sociais do espetáculo durante o mês de novembro.

Com temporada garantida mesmo durante a pandemia, Spitzer garante que o problema de realizar o espetáculo neste formato é apenas um: a resposta do público. “É difícil não ver o sorriso das pessoas, não as ver rindo. A nossa troca só acontece quando tem gargalhada. E estas últimas sessões têm sido todas de muitas gargalhadas”, finaliza a artista.

Ex Bom é Exumado cumpre temporada todos os sábados de novembro e início de dezembro no Teatro Santo Agostinho, em São Paulo, sempre às 20h30. Os ingressos custam de R$ 35,00 (meia) a R$ 70,00 (inteira).

Atriz, dramaturga e diretora Gal Spitzer no camarim do Teatro Santo Agostinho | Foto: Divulgação
Atriz Ellis Louise no camarim do Teatro Santo Agostinho | Foto: Divulgação
Ator Silvio Toledo no camarim do Teatro Santo Agostinho | Foto: Divulgação
Peça celebra três anos em cartaz | Foto: Divulgação
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio