Neide Boa Sorte - Foto: Divulgação
Neide Boa Sorte - Foto: Divulgação

Quando criou, em meados de 2006, a madame sincerona Neide Boa Sorte para fazer uma brincadeira com a apresentadora Hebe Camargo (1929-2012), Eduardo Martini deu início a uma de suas personagens mais longevas e bem sucedidas. Estabilizada na TV, Neide Boa Sorte ganhou sobrevida e renovou seu público no teatro com a encenação de dois espetáculos de uma franquia que ainda deve render outros títulos.

Em I Love Neide e I Love Neide 2 – A Viagem, Martini transformou sua criação numa das personagens mais interessantes do teatro moderno paulistano, renovando uma linguagem que já parecia desgastada e fundindo o besteirol com a comédia clássica. A partir de suas aventuras teatrais, Neide Boa Sorte se tornou próxima do público, o que possibilitou o ator a mutá-la em diferentes mídias.

Com o avanço da quarentena preventiva de combate ao novo COVID-19 (Coronavírus), Martini decidiu ressignificar sua personagem numa espécie de conselheira do isolamento,, publicando vídeos diários com temáticas que, ao fim do período de isolamento, podem inspirar uma nova volta aos palcos desta personagem blockbuster

A verdade é que, ao produzir diariamente novo conteúdo para sua personagem mais perene, Martini lhe garantiu uma lufada de ar fresco e a renovação de um público que, a rigor, talvez não tivesse total conhecimento desta personagem que, a despeito de sucessivas aparições na TV, ainda encontra seu merecido espaço nos palcos, ambiente onde se sente mais à vontade para falar os absurdos politicamente incorretos sem medo de represálias.