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Ex-curador do CCSP, Kil Abreu critica gestão de Leandro Lehart à frente do espaço: “Medíocre”

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Ex-curador do CCSP, Kil Abreu critica gestão de Leandro Lehart à frente do espaço: “Medíocre”
O ex-curador Kil Abreu teceu críticas ao ex-diretor do CCSP Leandro Lehart | Foto: Divulgação

Em entrevista à coluna Painel, da Folha de S. Paulo, Lehart declarou que decidiu deixar a gestão do espaço após não encontrar abertura para diálogo com a secretária Aline Torres (MDB), escolhida pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) para substituir o produtor Alê Yousseff em agosto de 2021.

À época de sua entrada na diretoria do CCSP, Lehart foi criticado pelo mesmo motivo que alegou ao deixar o cargo. De acordo com Abreu, um assistente teria entrado em contato para dizer que Lehart precisava do cargo e o jornalista estaria liberado de suas funções. O ex-curador se queixou do fato de não ter sido chamado para uma conversa nem mesmo para explicar os projetos que estavam em andamento e os que ainda seriam implementados por sua gestão, e assim fazer uma transição suave para o próximo curador.

Abreu deixou o cargo em 27 de maio de 2021. Quatro dias depois, a produtora Aline Mohamad assumiu o cargo. Em post em suas redes à época, Abreu escreveu que Lehart “simplesmente mandou um assistente me comunicar que precisava do cargo, porque pretende ‘mudar’. O diretor não teve uma única conversa. (…) acho lamentável que o novo diretor, que eu não conheço e saio do CCSP sem conhecer, não tenha ao menos me olhado nos olhos para dizer um ‘muito obrigado’. Seria gentil. (…) Acho que seria justo e corrigiria essa péssima impressão de que as coisas que ele anunciou começam muito mal ali”.

Após o anúncio da saída de Lehart do cargo, Abreu voltou às redes, onde criticou a gestação de pouco menos de um ano do músico à frente do CCSP. “Sobre a avaliação da ‘gestão’ dele lá nesse tempo, é uma pena que a Folha de S. Paulo compre o pacote sem checar. Foi uma passagem medíocre, sem o Norte que ele mesmo reclama da SMC (Secretaria Municipal da Cultura). Os números celebrados são risíveis e mesmo assim são em parte fruto de projetos que já aconteciam na casa bem antes da chegada dele”, escreveu.

“De qualquer maneira a saída do artista da direção do CCSP é o que menos fará diferença nas questões da política cultural do município neste momento. Porque ele foi apresentado e apresentou-se como representante da cultura popular, mas isso não foi traduzido em projetos. Trocar um show de rock por uma roda de samba, e coisas pontuais desse tipo, ainda não é construir projeto para a instituição. É pouco ambicioso, foi bem fraco”, continuou.

Abreu fez menção ainda ao fato de, na entrevista concedida ao Painel, Lehart se queixar da troca de móveis de sua sala sem o seu conhecimento. “Talvez por isso, por não ter mesmo projeto, essa entrevista à Folha diz do incômodo dele sobre coisas como ter ou não ter mesas e sofás na sala da diretoria. Faz sentido. O ‘balanço de gestão’ tem que se apegar em algo quando não há quase nada a apresentar na saída. Então que fique registrada para a história [SIC] esta indispensável reclamação sobre os móveis”.

Confira abaixo o post na íntegra: