Fernanda Torres - Foto: Divulgação
Fernanda Torres - Foto: Divulgação

Antes de a pandemia do novo Coronavírus exigir o isolamento e o distanciamento social, a atriz Fernanda Torres e o diretor Felipe Hirsch encenariam sua primeira parceria cênica, a adaptação teatral de Adão e Eva no Paraíso, conto do romancista português Eça de Queiroz (1845-1900) com  estreia até então prevista para o final deste ano ou início do próximo. entre o final deste ano e início do próximo.

Devido a pandemia, o processo de gestão do espetáculo foi congelado, é o que revelou a atriz em entrevista ao programa Cinejornal, do Canal Brasil, comandado por Simone Zuccolotto. A atriz também interrompeu projetos para a TV (as gravações da minissérie baseada em seu primeiro romance, Fim) e para o cinema.

Adão e Eva no Paraíso será o primeiro projeto teatral inédito de Torres em 11 anos. O último foi a peça Deus é Química, que marcou sua estreia como dramaturga, montada em 2009 ao lado de Luís Fernando Guimarães. O espetáculo, que cumpriu única temporada no Rio de Janeiro, era inspirado no conto A Química da Ressurreição, de Jorge Mautner.

A atriz seguia em sucessivas temporadas com o solo A Casa dos Budas Ditosos, em cartaz desde 2003. Baseado na obra homônima de João Ubaldo Ribeiro (1941-2014) sob a direção de Domingos de Oliveira (1936-2019), o espetáculo rendeu a Tores um Prêmio Shell em 2004 e já rodou o Brasil em diversas turnês ao longo de 17 anos.