O Governador de São Paulo João Dória - Foto: Divulgação
O Governador de São Paulo João Dória - Foto: Divulgação

O governador do Estado de São Paulo, João Dória (PSDB), anunciou na tarde desta sexa-feira, 03, em coletiva de imprensa a reabertura de teatros, cinemas e espaços culturais, oficializando medida acenada ontem, 02.

Na coletiva, o Governador estabeleceu que, para a retomada, os espaços terão que trabalhar com apenas 40% de sua capacidade e respeitando as regras de distanciamento, com assentos separados por 1,5 metro, uso obrigatório de máscaras e com ingressos comprados antecipadamente e online. A abertura está prevista para 27 de julho.

A reabertura dos espaços culturais foi antecipada. Antes, de acordo com plano divulgado pelo Governo do Estado como medida de combater a pandemia do novo Coronavírus, estes espaços só poderiam voltar a receber público quando as taxas de ocupação de leitos de UTI estivessem abaixo de 60%.

A ação acontece em meio a curva ascendente de contaminação. Na tarde de ontem, 02, o Estado de São Paulo ultrapassou o números de 300 mil casos confirmados, ultrapassando 1.800 mortes.

Produtores culturais divergem sobre a abertura dos espaços no Estado de São Paulo durante a crise. Para a produtora Selene Marinho, dona da SM Artes, que teve que cancelar sessões da turnê do solo Meu Quintal é Maior que o Mundo, de Cássia Kiss, pelo Brasil, vê como absurda a medida.

“Vivemos um dos momentos mais absurdos dessa história. Os países que estão voltando estão com seus números de infectados e mortos por Covid diminuindo muito. O Brasil, no momento que os números aumentam resolve abrir tudo. Não consigo entender e acho que todos correremos um grande risco. Além disso, teremos um medo do público que provavelmente não voltará correndo para as salas de teatro. Acho irresponsável e terrível o que está acontecendo. Acredito que os teatros cumprirão um protocolo e espero sinceramente que a catástrofe que imagino, não aconteça”, diz Marinho.