Not About Nightingales | Foto: Divulgacao
Not About Nightingales | Foto: Divulgacao

Em 1998, encerrando uma busca pessoal incessante, a atriz e produtora inglesa Vanessa Redgrave anunciou não apenas seu retorno aos palcos, mas também a descoberta de uma pérola pescada diretamente de um baú de manuscritos do dramaturgo norte americano Tennessee Williams, morto 15 anos antes, em 1983.

Dramaturgo de inquestionável importância para a clássica dramaturgia ocidental, Williams criou obras que entraram para a eternidade teatral, como O Zoológico de Vidro (1944), Um Bonde Chamado Desejo (1947), Gata em Telhado de Zinco Quente (1955), Doce Pássaro da Juventude (1959), A Noite do Iguana (1964), dentre outros títulos repletos de personagens à margem das expectativas sociais, construídos em tons sardônicos e poéticos.

Em Not About Nightingales, o dramaturgo expande este universo utilizado como pano de fundo um caso ocorrido em 1928, em uma penitenciária no Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Na época, um grupo de presos foi punido por participar e uma greve. Enclausurados em um quarto, eram expostos a vapores em alta temperatura.

Essa premissa guia a peça encenada originalmente no final da década de 1990 e que chega ao Brasil pela primeira vez no dia 30 de agosto, sexta-feira, no Teatro João Caetano, na Vila Clementino, zona sul da capital. Um dos principais conhecedores da obra do dramaturgo no Brasil, o diretor André Garolli assume a tarefa de encenar a obra e guiar 40 atores para contar a história do grupo de penitenciários.

Em Inferno – Um Interlúdio Expressionista, Camila dos Anjos, Fernando Vieira e Fabrício Pietro encabeçam o numeroso elenco que conta também com atores iniciantes selecionados de uma série de oficinas ministradas por Garolli ao longo de quase um ano, como informou a coluna Arcênico, do jornalista João Wady Cury, do Estado de S. Paulo, na manhã e ontem, 25.