Teatro Oficina tem acervo despejado - Foto: Paulo Pinto
Teatro Oficina tem acervo despejado - Foto: Paulo Pinto

Com mais de 60 anos de história registrada em (extenso) acervo teatral, com figurinos, textos, fitas, DVD’s, cartazes, documentos e cenários, o Oficina viu parte de sua trajetória ser posta na rua com a ordem de despejo que sofreu no final do mês de junho, em São Paulo.

Há mais de 15 anos ocupando um casarão na rua Major Diogo, no Bixiga, centro de São Paulo, a companhia de José Celso Martinez Corrêa precisou desocupar a casa após ordem de desapropriação do imóvel, que, de acordo com texto publicado no Blog da Redação, do portal Outras Palavras, foi vendido e será demolido para dar espaço a um novo empreendimento imobiliário.

Ainda de acordo com o texto, o acervo da cia. foi realocado para o Teatro Oficina, onde se mantém em condições irregulares de preservação. A desapropriação vem de encontro com a crise sofrida pela Companhia desde que a pandemia do novo Coronavírus obrigou o fechamento do espaço cultural e impediu os espetáculos do grupo de permanecer em cartaz.

O Oficina lançou então a campanha de financiamento coletivo Proteja o Teatro Oficina, que tem como meta arrecadar o total de R$ 34.400,00 (trinta e quatro mil e quatrocentos reais) em ação contínua. Até o momento, a campanha arrecadou o total de R$ 3.445,00 (três mil quatrocentos e quarenta e cinco reais).

A campanha aceita a contribuição de qualquer valor. Para ajudar o grupo – o mais antigo em atividade contínua no teatro brasileiro – basta acessar este link.