Marianna Alexandre - Foto: Pino Gomes
Marianna Alexandre - Foto: Pino Gomes

Nome consolidado no mundo da dublagem com trabalhos reconhecidos no cinema e na TV, a jovem atriz e diretora Marianna Alexandre se preparava para dar novos passos no teatro musical e no cinema quando a pandemia do novo Coronavírus congelou  mercado cultural ao redor do mundo.

Respeitando o isolamento social aconselhado pela Organização Mundial da Saúde, a artista encontrou no exílio forçado a inspiração para criar obra musical que marca sua estreia no mercado fonográfico. Disponível nas plataformas de streaming desde o dia 09 de outubro, o single Cor de Mel é canção pop reflexiva sobre a fugacidade e a necessidade de conexão com o agora.

“Percebi que não podemos deixar de fazer o que queremos quando queremos, porque nunca saberemos o que nos espera no dia de amanhã! O melhor é aproveitar o presente com aqueles que amamos e nos fazem bem, tentando não nos preocupar com pensamentos negativos que, muitas vezes, estão evidentes em nosso cotidiano”, explica a artista que viu na paralisação do mercado uma chance de pôr em prática projetos deixados em segundo plano.

“Depois de um tempo em casa, percebi que todos esses acontecimentos poderiam ser uma boa oportunidade para investir em projetos próprios, nos que nunca pude focar pela falta de tempo ocasionado pela minha profissão. Foi daí que veio a inspiração para a canção: sempre tive uma vontade de ‘musicalizar’ os meus sentimentos, principalmente, por eu ter contato com a música desde novinha, e todo esse período de incertezas contribuiu para isso”.

Composta e gravada em parceria com Davi Pithon, a canção ganhou clipe bucólico dirigido por Beatriz Passeti e é o primeiro passo musical da atriz, que pretende ainda montar um EP, mas sem a previsão de se dedicar a um disco, uma vez que, havendo controle da pandemia, pretende retomar os trabalhos tanto no teatro quanto no cinema.

Nas telas, Alexandre se prepara para um dos maiores desafios de sua carreira: viver a roqueira Celly Campello (1942-2003) na cinebiografia musical Um Broto Legal, de Luiz Alberto Pereira, que pretende contar a história da precursora do rock and roll no Brasil pré-Jovem Guarda nos cinemas.

“Foi um grande desafio interpretar alguém que existiu, pois exige outro tipo de dedicação e entrega, já que é preciso fazer com que o espectador enxergue a Celly Campello bem na frente dele. É uma responsabilidade imensa. Tivemos algumas semanas de oficinas com várias leituras do roteiro, além de várias conversas com pessoas que estavam presentes na vida da Celly, como Dimas Oliveira e o próprio Tony Campello. Assisti a diversas entrevistas, busquei fotos que mostrassem um pouco do seu dia a dia e vi materiais que a retratassem nos palcos, para aprender os trejeitos, a forma de cantar”, conta.

Marianna Alexandre como Celly Campelo

Inquieta, Alexandre ainda comporá o elenco da nova comédia musical Até o Fim do Mundo, e tem como foco a montagem de um espetáculo fora da curva para os fãs dos grandes musicais: o drama Valsa nº 6, de Nelson Rodrigues (1912-1980). “Esse é um projeto que sempre esteve nos meus planos, e a pandemia deu um start nele, despertando  meu lado produtora, e, junto ao Luís Antônio Fortes na direção, decidi colocá-lo em evidência. A ideia é estrear a Valsa nº 6 em 2021, ano em que o texto completa 70 anos”.

Com apenas 19 anos, a artista ainda guarda outros projetos para a TV e para os palcos, sem jamais abandonar a música e os musicais. “Nesse meio, a versatilidade é tudo”, encerra marota.