Primeiro pré-candidato a fazer menção a cultura, Lula acena para retorno do MinC e comitê

Em coletiva, ex-candidato garantiu volta do Ministério extinto no governo Bolsonaro, mas não explicou como funcionaria comitê do setor

Publicado em 19/01/2022 14:47
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Em entrevista coletiva concedida a veículos da mídia independente na manhã desta quarta-feira, 19, o ex-Presidente e pré-candidato a um terceiro mandato na Presidência da República Luís Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que, caso eleito, pretende recriar o Ministério da Cultura, extinto durante o governo de Jair Messias Bolsonaro (PL) e transformado em Secretaria sob o guarda-chuva do Ministério do Turismo.

De acordo com o ex-presidente a criação do comitê surge como uma forma de dialogar com setores do mercado cultural que, em sua visão, ajudarão “a construir um esse país mais democrático”. Lula é o primeiro pré-candidato a citar a cultura como uma figura de importância em seu plano de governo, ainda que não tenha explicado – ou feito menção à – sobre como funcionaria o possível comitê, e como ele refletiria no diálogo para uma manutenção do setor em âmbito federal.

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Embora não tenha se manifestado ainda sobre a posição da cultura em um possível futuro, o pré-candidato Ciro Gomes (PDT) já tratara do tema em Projeto Nacional: O Dever da Esperança, livro lançado em 2020 no qual apresenta sua visão acerca de um plano de governo para um possível mandato como Presidente. Em duas páginas, o candidato apresenta visão rasa e simplória do tema. 

Na última pesquisa eleitoral, divulgada pela Quest em 12 de janeiro deste 2022, o pré-candidato e ex-Ministro da Fazenda aparece com 5% das intenções de voto, atrás de Sérgio Moro (9%) e Jair Bolsonaro (23%) e Lula (45%). Candidato pelo Podemos, o ex-juiz e ex-Ministro do Governo Bolsonaro Sérgio Moro ainda não apontou para planos para o setor cultural, enquanto Jair Bolsonaro segue defendendo a gestão feita pelo ator Mário Frias à frente da Secretaria.

Abaixo dos 5% das intenções de voto, os candidatos João Dória (PSDB, 3%), Simone Tebet (MDB, 1%) e Rodrigo Pacheco (PSD, 0%) ainda não divulgaram, em entrevistas, suas visões para um possível plano para a Cultura.

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