Responsável por democratizar acesso de produções populares ao circuito comercial, Paulo Mota sai de cena vítima da Covid-19

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Saiu de cena na manhã de ontem, 16, aos 51 anos, o produtor Paulo Mota, vítima de complicações da Covid-19. Mota foi ao longo de duas décadas o gestor de teatros como o Ruth Escobar e o Maria Della Costa, ambos em São Paulo, e um dos principais responsáveis por fazer do espaço um celeiro do teatro popular e principal palco a abrigar comédias com longas temporadas.

Nas redes, a saída de cena do profissional foi sentida por artistas do quilate de Renato Scarpin, Maritta Curry, Atílio Bari e Gal Spitzer. Em seu perfil oficial no instagram, Scarpin relembrou a parceria com Motta em longo texto em que sublinhou a amizade e o forte contato profissional.

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“Foram anos e anos de amizade, parceria, brodagem [SIC]. Quase 10 anos com o Engolindo Sapo pra um Dia Comer Perereca no Teatro Ruth Escobar, onde ele era o administrador!”

O ator ainda lembrou os últimos contatos com o amigo. “Falamos com ele faz uns 15 dias, combinando de eles virem para cá ficar uns dias conosco e por causa dessa situação toda, decidimos, nós e eles, deixar as coisas se acalmarem um pouco em relação ao contágio. Ele estava super cuidadoso e mesmo assim não adiantou”, lamentou o ator e diretor em post emocionado.

Já a atriz e produtora Maritta Cury relembrou, também em post nas redes sociais: “Juntos engolimos muitos sapos, dos melhores. Vivemos o que em comum há nas mulheres de Nazaré, amores, cura para dores, repartimos essas e outras histórias por hora, a dor, chorar e buscar entendimento”.

A atriz, diretora e dramaturga Gal Spitzer se disse “indignada, revoltada e triste” e relembrou da parceria com o produtor, que a apoiou na fé e na temporada de seu espetáculo Ex Bom é Exumado. “Por dois anos ficamos em cartaz no Ruth Escobar! por dois anos tivemos apoio e carinho por parte desse ser humano acima da média, que não administrava apenas um teatro, administrava vidas e sonhos”, escreveu a artista em seu perfil oficial no Facebook.

Por fim, o produtor, diretor, ator e dramaturgo Atilio Bari relembrou a passagem de Mota pela Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (APETESP). “Mais que um colaborador, um parceiro e um grande amigo”. Escreveu Bari em post.

“Tocava o [Teatro] Ruth Escobar como se o teatro fosse a sua casa. E era. Paulão se desdobrava para ajeitar, conciliar, atender. Era um legítimo homem de teatro, que sabia das necessidades, das agruras e dos desejos das companhias, produtores e artistas. […] Fica a lembrança de seu sorriso e da sua mão amiga. Nosso aplausos [SIC], em pé”, finalizou.

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