Maria Alice Vergueiro - Foto: Diulgação
Maria Alice Vergueiro - Foto: Diulgação

Em 2012, aos recém-completos 77 anos de idade, a atriz e diretora Maria Alice Vergueiro – que saiu de cena na última quarta-feira, 03, aos 85 anos – teve sua trajetória celebrada como fio condutor de Pela Desordem Natural das Coisas (veja abaixo), documentário dirigido pela jornalista Maria Clara Matos.

Então estudante, prestes a se formar no curso de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, Matos celebrou a vida e a obra de Vergueiro como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) um documentário que foi montado com base em depoimentos valiosos de nomes como Cacá Rosset, Antônio Abujamra (1938-2015), Pascoal da Conceição, José Celso Martinez Corrêa e Luciano Chirolli.

Produzido seis anos antes de Górgona, documentário dirigido por Fábio Furtado e Pedro Jezler e oficialmente reconhecido como o primeiro a perfilar a velha dama indigna do teatro moderno, Pela Desordem Natural das Coisas jamais chegou ao circuito comercial, permanecendo inédito dentro dos arquivos da Universidade de São Paulo e do acervo pessoal de Maria Clara Matos.

Ao ser disponibilizado para consulta pública, ainda que fora do circuito comercial, o documentário se sobressai como importante registro de momento luminoso da carreira de Vergueiro, quando, antes de enfrentar as limitações mais intensas do mal de Parkinson, estava em turnê com o sucesso As Três Velhas, do dramaturgo chileno Alejandro Jodorowsky Prujansky, que dirigiu e lhe rendeu uma série de indicações a prêmios, além de, um ano antes, ter sido homenageada pela edição paulistana do Prêmio Shell.

Documentário Pela Desordem Natural das Coisas