Alice - Foto: Leekyung Kim
Alice - Foto: Leekyung Kim

Quando a seara do teatro digital ainda era um campo a ser explorado entre preconceitos e desconhecimento das ferramentas, Nicole Cordery se uniu a Mauro Schames e a Bruno Kott para abrir portas com a montagem de Pandas… ou Era uma Vez e Frankfurt, adaptação de peça do dramaturgo romeno Matéi Visniec que marcou os experimentos cênicos e pavimentou o caminho para que grupos como Os Satyros e Armazém Cia. de Teatro se lambuzassem nas novas ferramentas.

A coragem rendeu frutos e o trio foi o primeiro colocado no primeiro Festival de Teatro Online em tempo real do Rio de Janeiro, além de ter garantido boas críticas e espaço de destaque na mídia (não) tradicional.

Escolada na nova linguagem, Cordery fez outros experimentos, como a leitura da peça E as Crianças, a lado de Fernanda Viacava, sob direção de Noemi Marinho, e pílulas da Plantonista Vilma, de Marinho, além de dar vazão a (ótima) websérie Nós, idealizada, roteirizada e estrelada ao lado de Larissa Ferrara.

Agora, a atriz dá novo passo nas experimentações com a live cênica de Alice – Retrato de Mulher que Cozinha ao Fundo, espetáculo que estreou em 2016 e cumpriu sucessivas temporadas, além de turnês pela Europa e América Latina. Na obra, escrita por Marina Corazza sob a direção de Malu Bazan, Cordery dá vida a Alice B. Toklas (1877-1967), a escritora americana eclipsada pela obra da companheira, Gertrude Stein (1874-1946).

Agendada para sábado, 05, a live faz parte da programação do projeto Teatro Vivo em Casa, que tem levado uma série de solos para o palco do teatro localizado na Berrini, zona sul de São Paulo. Com número de abertura do músico Swami Jr., o espetáculo cumpre sessão gratuita às 20h. Os ingressos podem ser retirados via Sympla.