Pioneiro na produção de lives cênicas, rede Sesc chega a centésima apresentação com adesão do público e da classe

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Projeto que saiu na dianteira ao produzir uma série de espetáculos com transmissões online e gratuitas via Youtube quando a pandemia do novo Coronavírus congelou o mercado cultural, paralisando produções e fechando espaços de cultura ao redor do mundo, o #EmCasacomoSesc, da rede Sesc São Paulo, chegou neste domingo, 15, a sua centésima edição com a apresentação do solo Desmame – Ato Fílmico a partir do texto ‘Mamãe’, do ator, dramaturgo e diretor carioca Álamo Facó.

A live centenária marca também a evolução da pluralidade do projeto que, em meados de abril, quando teve início com uma live cênica estrelada por Celso Frateschi com seu solo Diana, tinha como principal filão a produção de lives com nomes famosos ou conceituados do teatro nacional, como Sérgio Mamberti, Matheus Nachtergaele, Denise fraga, Renata Sorrah, Cássio Scapin, Mariana Lima, Denise Weinberg, Clara Carvalho, Jé Oliveira, Grace Passô, entre outros.

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A medida que o projeto conseguiu cativar o público – impulsionado também por sua edição musical, com nomes como Joyce Moreno, Wanda Sá, Ângela Ro Ro, entre outros -, a programação abriu espaço para artistas de menor alcance popular e grupos de pesquisa que, nesta nova fase do projeto, têm apresentado espetáculos com transmissão diretamente do palco do projeto.

Essa busca por uma popularização do projeto e da grife através de nomes de grande mobilização popular gerou críticas à iniciativa pelo fato de, na visão de componentes da classe, não fomentar a arte em momento de fragilidade. 

Contudo, as mais de 400 mil visualizações das 100 lives transmitidas até o momento, possibilitando uma abertura para projetos autorais e de pesquisa comprova que houve acerto estratégico do projeto que, a despeito da reabertura dos teatros em São Paulo, ainda não tem previsão para ser encerrado.

É importante tecer louros à iniciativa da rede Sesc São Paulo, que posteriormente serviu como inspiração para outras iniciativas similares que, nestes tempos de pandemia, deram sopro de sobrevida artística e (até) financeira a parte da classe.

Ao chegar a sua centésima edição sem dar sinais de cansaço a despeito do desgaste natural da enxurrada de lives e montagens online que inundaram as redes nos últimos meses, o projeto #EmCasacomoSesc sai vitorioso como um case de sucesso durante momento de (ainda) muita incerteza dentro do cenário cultural.

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