Eduardo Bolsonaro entrevista Mário Frias; Ator chamou auxílio emergencial de
Eduardo Bolsonaro entrevista Mário Frias; Ator chamou auxílio emergencial de "esmola"

Pouco menos de 10 dias após ser oficialmente nomeado – mas sem tomar posse – para a Secretaria da Cultura do governo de Jair Messias Bolsonaro (Sem Partido), o ator e apresentador Mário Frias, em entrevista ao deputado federal investigado na CPMI das Fake News, Eduardo Bolsonaro (PSL – SP), declarou: “Não adianta: o patrão quer uma linha estética. E essa linha estética vai ser privilegiada” ao se referir a produções de temática LGBT que se inscrevam em editais de apoio federal à cultura.

Após se considerar um “ET” no meio artístico (“A ideologia é muito forte ali”), Frias ainda comparou o Projeto de Lei 1075 (apelidada Lei Aldir Blanc), que prevê o pagamento de um auxílio emergencial de R$ 600,00 para a classe artística, a uma esmola. “Artista não quer esmola. A maioria que eu vejo diz: ‘Me deixa trabalhar’. Não quero auxílio”, declarou.

O projeto de Lei, aprovado no Congresso Nacional e no Senado, segue aguardando análise presidencial, que pode sancionar ou vetar a PL. O prazo para apreciação expira no dia 30 de junho e, caso não haja uma posição, o projeto será automaticamente aprovado e a lei entra em vigor em caráter emergencial.

Frias ainda garantiu uma “auditoria” no acesso aos editais federais e à Lei de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, e disse querer que haja maior acesso a política de mecenato. “O problema é quem abraçou a lei para uso exclusivo. A lei é para todos. O presidente diz muito bem quando diz que quer que todo mundo tenha acesso à lei”.

Após enfrentar resistência de setores ideológicos do governo, Mário Frias foi nomeado para a Secretaria da Cultura substituindo a atriz Regina Duarte, exonerada após entrevista desastrosa à CNN Brasil, na qual minimizou as mortes e torturas no período da Ditadura Militar no Brasil (1964-1986).

s informações são do UOL Entretenimento. Confira a entrevista na íntegra: